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ENTREVISTA DO MÊS com o ex-presidente da Cooperoeste
Quarta-feira, 04 de Abril de 2018

Celestino Pesch que, desde a fundação da Cooperoeste, atuou em um dos cinco cargos do Conselho Diretor, deixa a cooperativa - que em julho completa 22 anos 

-Por que decidiu deixar de fazer parte da direção da Cooperoeste depois de tanto tempo?

Celestino: Esta decisão foi muito difícil. Eu, junto com outros companheiros, ajudei a pensar no surgimento da cooperativa, em 1995. A fundação aconteceu um ano depois. Neste tempo não fiz parte do Conselho Diretor apenas em um mandato, mas estava na direção coletiva, pois coordenava as famílias assentadas, através do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Então, posso dizer que não me desvinculei nem um dia da cooperativa. De uma ou outra forma sempre estive ligado a Cooperoeste. Em cada eleição do Conselho Diretor, por força estatuária, dois membros tem que deixá-lo. Neste mandato, optei em sair para oportunizar que outras pessoas assumissem. Mas sempre estarei à disposição do Conselho Diretor no que foi preciso.  

 -Qual é o sentimento?

Celestino: De tristeza, sem dúvida, pois, durante todos estes anos, passei mais tempo aqui do que com a minha família. Também me entristece sair num momento que não é dos melhores para as empresas do setor lácteo e a Cooperoeste não está fora deste contexto. No entanto, tenho certeza que a nova diretoria, com um planejamento estratégico, conseguirá reverter a situação. E eu seguirei como um sócio atuante com sugestões e no que for preciso, afinal os cooperados também precisam colaborar.

 -O senhor está saindo do Conselho Diretor. Isso é definitivo ou pensa em voltar a ocupar um cargo num próximo mandato?

Celestino: O que estou fazendo agora é retornar à minha propriedade, onde realizamos um trabalho coletivo. Somos em cinco irmãos. Eles e minha família me liberaram para trabalhar na cooperativa e agora estou retornando para contribuir com eles na produção e suas formas que também fazem parte dos princípios da Cooperoeste. Em nenhum momento digo que minha missão está cumprida, por isso posso, sim, retornar. Não fiz nada mais que meu compromisso como dirigente. Se falhei ou deixei de fazer algo não foi de forma alguma intencional para prejudicar alguém. No entanto, tenho que dizer que, às vezes, as condições impostas pelo mercado e cenário econômico nos obriga a dizer não. Isso não é de meu feitio, mas há momento que precisamos tomar determinadas decisões para defender a empresa, ainda mais na condição de dirigente. Espero que tenha contribuído nestes quase 22 anos. E reitero que sempre estarei à disposição para ajudar no que for possível.

 -Qual sua mensagem para a família Cooperoeste?

Celestino: É de agradecimento ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e aos associados da cooperativa por me oportunizar fazer parte da diretoria por tanto tempo. Sou muito grato por isso. Devo isso as organizações sociais como, por exemplo, o MST, minha família e, claro, a Cooperoeste.

 

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