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Técnicos da Cooperoeste participam de curso
Quarta-feira, 30 de Agosto de 2017

Nos dias 28, 29 e 30 de agosto os técnicos da Cooperoeste participaram de um curso ministrado pelo zootecnista Renato Palma Nogueira. O evento aconteceu no auditório da cooperativa. Foram abordados temas como balanceamento e manejo de vacas leiteiras.

O objetivo foi capacitar os profissionais para orientar o produtor de leite com a melhor nutrição que ele possa usar. “A nutrição representa 50% do custo de uma propriedade leiteira e é possível, com uma dieta equilibrada, dentro do mesmo custo  e trabalho, se produzir muito mais”, afirma o palestrante, acrescentando que, por isso, também foi focado capacitar a equipe técnica para que seja mais efetiva nas orientações repassadas aos produtores quanto ao racionamento, alimentação e produção de leite através da melhor dieta possível.   

Conforme o zootecnista, os técnicos estão com o programa de nutrição - com a matriz nutricional -, para auxiliar os produtores de leite. “Esperamos que os agricultores deem abertura para que os técnicos possam orientá-los em relação a melhor alimentação para o rebanho”, assinala.     

 

NUTRIÇÃO  

De acordo com Nogueira,  a nutrição é uma ciência com diversos estudos. “Existem relatos de mais de 100 anos de trabalhos publicados sobre nutrição de vacas leiteiras”, revela. Diz, ainda, para fins de comparação, que a média de leite produzido no Brasil atualmente é igual ao que os Estados Unidos produzia há 40 anos. Por isso, prossegue o zootecnista, é fundamental que o produtor de leite siga as dicas dos técnicos. Ele acrescenta que, às vezes, um pouco de melhoramento resulta quatro litros de leite a mais.

Nogueira comenta que há 12 anos presta este tipo de treinamento e constatou propriedades que, em seis meses, vacas que produziam dez litros passaram a produzir 30.

O profissional enfatiza que a nutrição é importante por que é o ‘combustível’ que faz a vaca desempenhar. Destaca, também, que é necessário observar o equilíbrio na alimentação fornecida ao animal. “Há casos de produtores com uma excelente silagem de milho, porém falta proteína. Ou seja: tem energia para produzir 30 litros, mas proteína para 18”, exemplifica.  

ESTADO PRIVILEGIADO

O zootecnista menciona que Santa Catarina é um Estado privilegiado, com um fertilidade de solo muito bom - o que proporciona uma das melhores forragens do país. “O rebanho é excelente. O que precisa é capacitação dos técnicos em nutrição e um voto de confiança dos produtores para que eles consigam desempenhar um trabalho melhor do que tem sido feito para conseguir fazer com que as vacas brasileiras produção mais”, destaca. “Não podemos ficar satisfeito com menos de oito mil litros de leite por vaca por ano”, complementa.

De acordo com Nogueira, para atingir os objetivos, o produtor tem que acreditar no técnico, fazer controle leiteiro e medir o leite das vacas todos os meses. Além disso, segundo ele, é necessário aplicar a meritocracia - uma vaca que produz 25 litros de leite tem que ser melhor alimentada do que uma que, por exemplo, produza dez -, cuidar da vaca antes de parir para que tenha um parto saudável, colocar a vaca que pariu numa dieta de alto desempenho. “Tudo isso é importante no plano nutricional”, assinala.

 

IMPORTÂNCIA DA BOA ALIMENTAÇÃO

O zootecnista afirma que toda vaca bem alimentada produz um leite mais saudável, além de ter mais saúde e melhor reprodução. “A vaca bem nutrida, bem mineralizada, tem menos CCS e produz um leite com  maior teor de gordura”, diz. Observa, porém, que a qualidade do leite envolve outros fatores como ordenha e higiene dos equipamentos.

Nogueira finaliza dizendo que comparando com a avicultura, suinocultura e gado de corte, a atividade leiteira está muito bem, apesar da crise que afeta o setor lácteo desde setembro do ano passado. “A atividade leiteira é o melhor negócio. Nos últimos dois anos foi a que menos oscilou”, conclui.       

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