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Paraná prejudica empresas lácteas e produtores catarinenses
Terca-feira, 23 de Fevereiro de 2016

As lacticínios, principalmente do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, foram surpreendidas com uma Substituição Tributária (ST) promulgada pelo governo do Paraná neste mês. A medida prejudica as empresas gaúchas e catarinenses que têm forte atuação no vizinho Estado.

Para se ter ideia, cita o 1º diretor financeiro da Cooperoeste, Nelson Foss da Silva, a partir de agora o valor do imposto do litro de leite longa-vida para ser comercializado no Paraná aumentou R$ 0,14 (catorze  centavos) em relação ao industrializado no Paraná. “Vivenciamos uma espécie de ‘guerra fiscal’. Os recursos financeiros dos governos municipal, estadual e federal estão escassos. O jeito, então, é aumentar a tributação”, opina, acrescentando que lamenta a atitude do governador paranaense.

Foss da Silva lembra que a mesma situação já tinha sido adotada em São Paulo. “Isso dificulta a competitividade”, assinala. “Precisamos adequar essa questão para que o cenário, que não foi dos melhores em 2015 para o segmento, fique ainda pior”, complementa.

        

UNIÃO DAS ENTIDADES E CLASSE POLÍTICA

A sugestão do 1º diretor financeiro da Cooperoeste é de que os diretores das empresas se reúnam com os representantes do Conselho Paritário do Leite (Conseleite) e Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Leite (Sindileite). “É preciso lembrar a importância do Rio Grande do Sul e Santa Catarina que são exportadores de leite”, enfatiza. Destaca, ainda, que São Paulo e Paraná são os principais mercados das empresas lácteas catarinenses.

No entender de Foss da Silva, é necessário acabar com as disputas ficais, pois isso gera incertezas às indústrias de todos os setores. “Fica difícil elaborar um planejamento”, salienta. “De uma hora para outra um ‘canetaço’ de um governador altera tudo”, critica. Para ele, a classe política também tem que se mobilizar para que o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) seja patronizado a nível nacional.

 Ele afirma que se a situação não se reverter, além das empresas os produtores também serão fortemente afetados. 

 

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