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Presidente da Cooperoeste se reúne com ministro da Economia
Terca-feira, 04 de Julho de 2017

O presidente da Cooperoeste, Celestino Persch, se reuniu, no último dia 27, em Brasília, com o ministro da Economia Henrique Meirelles. O objetivo foi expor a situação econômica da cooperativa e do setor lácteo que há vários meses passa por uma séria crise. Acompanharam o cooperativista, o vice-presidente da Cooperativa Central da Reforma Agrária de Santa Catarina, Dilson Barcellos, e o presidente da Associação 25 de Maio, Adelar Bavaresco. Ele reivindicou junto ao INCRA recursos para a implantação de uma rede de energia elétrica trifásica para a indústria que fica no Assentamento 26 de Outubro, em São Miguel do Oeste. “Mesmo com a turbulência política/econômica que vive o país, principalmente na Capital Federal, o ministro nos recebeu no horário”, elogia Persch.

Conforme o presidente da cooperativa, um dos objetivos foi à viabilização de verbas para o capital de giro. “O ministro não deu uma posição concreta, mas disse que tudo será analisado”, informa. No entanto, segundo Persch, ele adiantou que o governo federal não tem recursos, mas viabilizará juntos às instituições financeiras que proporcionem empréstimos, principalmente por meio do Banco do Brasil. “Inclusive já estamos em conversações com o gerente de uma das agências de Chapecó. Estamos estudando qual a forma mais adequada para ambas às partes”, relata. “As negociações estão avançadas, porém talvez não consigamos o valor pretendido”, acrescenta.

Celestino Persch entende que uma empresa, a exemplo da Cooperoeste, deveria adquirir o produto do agricultor, industrializá-lo e comercializá-lo e, desta forma, ter seu próprio capital de giro. “Só que desde agosto do ano passado está impossível de seguir está lógica para as empresas lácteas devido a situação crítica que atinge o segmento”, comenta. Ele relata que um dos principais problemas é a importação de produtos lácteos que só nos primeiros três meses deste ano aumentou 76%. “Também falamos sobre isso, mas são tratados entre os governos”, comenta, acrescento que, para piorar, em relação a 2016, o valor do leite diminuiu em torno de 50%.  A questão é que o consumo também caiu significativamente.  

O presidente da Cooperoeste também reclamou que com a atual crise que o Brasil vive, as instituições financeiras deixaram de oferecerem linhas de créditos com juros atrativos.

Outra pauta foi o valor que a Receita Federal deve à Cooperoeste, um problema que se arrasta há anos. “Cobramos o PIS e CONFIS dos anos de 2014 e 2015 que vencem neste mês. Solicitamos que o pagamento seja efetuado dentro do prazo, até por que já fizemos várias concessões em relação a anos anteriores”, diz Persch, destacando que a Cooperoeste está em dia com a RF. Ele não revelou o montante. Limitou-se a dizer que é ‘significativo’.  O secretário geral da Receita Federal também participou da reunião e prometeu agilizar o pagamento para meados desde mês.

O presidente da Cooperoeste também comenta que está preocupado com o desenrolar da crise política/econômica. “Estivemos em Brasília e percebemos que a situação é grave”, assinala. E questiona: “Até quando isso vai durar?”.

 

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