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Preço do leite não reage e crise no setor prossegue
Quarta-feira, 14 de Junho de 2017

Geralmente, considerando os anos anteriores, a partir de março o valor do leite começa aumentar gradativamente por causa da proximidade do frio. Outono e Inverno são as estações de maior consumo.

No entanto, neste ano, essa ‘tradição’ não está se confirmando. Em 2016, neste período, o consumo ficou entre os melhores índices da história. E os valores também. À época, a indústria chegou a vender o litro de leite longa vida a R$ 2,70. Hoje comercializa a R$ 2,10. Pior: o consumo diminuiu.

O que aumentou foi à importação de leite e produtos lácteos - especialmente do Uruguai e Argentina. O Brasil também exporta, mas o montante comparando ao que importa é insignificante. 

Outro fato que demonstra que a situação não está bem é o tempo em que o leite fica estocado, depois de estar pronto para comercialização. De uma média de sete dias saltou para 13 dias. Praticamente o dobro.

Conforme o presidente da Cooperoeste, fabricante dos produtos lácteos Terra Viva e Amanhecer, considerando as constantes oscilações e a atual conjuntura, não há como fazer um prognóstico para os próximos meses. Para Celestino Persch, indústria e produtor precisam estar preparados para qualquer situação. “Antecipo, porém, que, infelizmente, não vislumbro melhoras”, lamenta, acrescentando que a produção aumentou na região Sul.

Uma das questões que mais preocupa o cooperativista é que mesmo com a significativa queda do preço para o consumidor, comparando ao mesmo período de 2016, as vendas não aumentaram. “No ano passado, o valor, nos mercados, chegou a R$ 4,00. Hoje é, em média, de R$ 2,00 e, mesmo assim, houve redução. Qual a explicação para isso?”, indaga, enfatizando que o mais afetado com a crise foi o leite em embalagem UHT a ponto de inviabilizar a produção.

O presidente da Cooperoeste defende um debate entre representantes de indústrias lácteas com o governo visando a redução da importação, além de incentivos às empresas e produtores e campanhas para aumentar o consumo. “Desta forma podemos criar expectativas de reverter o cenário”, entende.

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