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Indução à lactação: alternativa para produtores e benéfica aos animais
Segunda-feira, 23 de Novembro de 2020

As perdas econômicas na atividade leiteira, muitas vezes, podem estar associadas às numerosas ineficiências do sistema de produção, dentre elas a reprodução. As falhas reprodutivas são um dos principais problemas encontrados quando se fala em produção animal, podendo levar a perdas produtivas e lucrativas, consequentemente provocando o descarte involuntário de animais considerados de boa produção, em especial nas regiões com altas temperaturas que têm o costume de explorar a alta produção por vaca.

A falha reprodutiva, quando uma fêmea encerra seu período de lactação e está vazia, gera grandes despesas no plantel, acarretando em um descarte forçado desse animal. Entretanto, há uma possibilidade de reverter, gradativamente, esse problema. A utilização do protocolo de indução à lactação aparece como uma alternativa para propriedades que encaram esse desafio com vacas classificadas como produtivas, podendo ter resultado no aumento da produção e o cancelamento do descarte do animal, que poderá atingir até 80% do pico do perfil de sua produção.      

Além de possibilitar a lactação na ausência de gestação, essa ferramenta auxilia a reversão da imagem de animais inférteis e viabiliza o retorno da atividade reprodutiva normal dos animais, fazendo assim que voltem a produzir leite. Estudos feitos por diversos autores mostraram que vacas repetidoras de serviço que manifestavam alguns problemas como cistos ovarianos, abortos e metrite, após serem protocoladas pela indução tiveram sucesso na lactação e tornaram-se gestantes – o que evitou seu descarte involuntário.

O protocolo de indução funciona como uma simulação das oscilações hormonais ocorridas nas semanas anteriores ao parto, últimos 21 dias, estimulando o desenvolvimento da glândula mamária e a produção de leite. Além de vacas com problemas reprodutivos, novilhas que foram cobertas ou inseminadas diversas vezes mas não conceberam também podem passar pelo tratamento. No entanto, para que o protocolo tenha garantia segura do resultado esperado é preciso considerar alguns requisitos:

Nutrição: é necessário que o animal seja assegurado de boa alimentação, principalmente quando der início à produção e que esteja adaptado ao consumo de concentrado e/ou ração;

Animais saudáveis: ausência de problemas crônicos, como doenças nos cascos;

Escore de Condição Corporal: animais com escore maior ou igual a 3;

Secagem: é preciso respeitar o período mínimo de 60 dias para vacas já lactantes. Elas devem obrigatoriamente estar secas.

Com o protocolo confirmado para os animais e todas as recomendações seguidas de forma correta, a indução à lactação é uma ferramenta tecnológica de grande importância para produtores que enfrentam problemas reprodutivos no rebanho com grande valor na produção e que elimina a possibilidade de descartarem os animais. O resultado bem sucedido do método é fruto da seleção dos animais requisitados e o rigoroso cumprimento com o cronograma do protocolo, assim os produtores possuem uma alternativa interessante e eficaz para reduzir a taxa de descarte involuntário e reverter a situação improdutiva dos animais. Entretanto, deve-se também levar em considerações os custos da implementação do protocolo e a viabilidade perante o retorno financeiro obtido com a produção do animal.

Fonte: Milk Point


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